11 de nov. de 2011

Artigo:

Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versão impressa ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.15 no.2 Niterói mar./abr. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922009000200009 

ARTIGO ORIGINAL
CIÊNCIAS DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

Exercício concorrente: análise do efeito agudo da ordem de execução sobre o gasto energético total

Concurrent exercise: analysis of the acute effect of the performance order on the total energy expenditure


Valéria Leme Gonçalves PanissaI,II; Rômulo Cássio de Moraes BertuzziI,II; Fábio Santos de LiraIII; Ursula Ferreira JúlioI,II; Emerson FranchiniII
ICurso de Educação Física Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie
IIEscola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
IIIInstituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo

Endereço para correspondência

RESUMO
O objetivo do presente estudo foi analisar o efeito da ordem de execução dos exercícios de força e aeróbio sobre o gasto energético total na sessão. Para isso, dez homens tiveram seu consumo de oxigênio medido continuamente durante as seguintes sessões: aeróbio-força (AF) e força-aeróbio (FA). O exercício aeróbio consistiu de 30 minutos de corrida na esteira a 90% da velocidade do limiar anaeróbio. A sessão de força foi composta de quatro exercícios, na qual os participantes realizavam três séries de 12 repetições a 70% de 1RM. A concentração de lactato sanguíneo [La] foi mensurada após cada exercício de força e nos minutos 10, 20 e 30 do exercício aeróbio. A [La] durante a execução do exercício aeróbio permaneceu maior (p < 0,05) na situação FA quando comparado com a AF aos 10 (FA = 5,1 ± 1,3mmol.l-1; AF = 3,2 ± 1,0mmol.l-1), 20 (FA = 4,2 ± 1,0mmol.l-1; AF = 3,0 ± 0,9mmol.l-1) e 30 minutos (FA = 3,9 ± 1,3mmol.l-1; AF = 3,4 ± 1,1mmol.l-1). O gasto energético total não diferiu entre as ordens de exercício (FA = 2.793 ± 811kJ; AF = 2.893 ± 903 kJ; p > 0,05), indicando que a ordem de execução não afetou significativamente o gasto energético.
Palavras-chave: aeróbio, treinamento de força, exercício concorrente, gasto energético.

 
Fica ai a mensagem para que possamos pensar melhor em estrategias de treinamento para nossos alunos.

3 de out. de 2011

Artigo:

Jornal de Pediatria

versão impressa ISSN 0021-7557

Resumo

MICULIS, Cristiane P.; MASCARENHAS, Luis P.; BOGUSZEWSKI, Margaret C. S.  e  CAMPOS, Wagner de. Atividade física na criança com diabetes tipo 1. J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2010, vol.86, n.4, pp. 271-278. ISSN 0021-7557.  http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572010000400005.
OBJETIVO: Abordar os aspectos práticos da realização segura de atividade física e esportes em crianças e adolescentes portadores de diabetes tipo 1. FONTES DOS DADOS: A pesquisa dos artigos foi conduzida em fontes de dados nacionais (SciELO) e internacionais (PubMed/MEDLINE), assim como nas próprias referências dos artigos encontrados, adotando como limites: artigos publicados nos últimos 10 anos, preferencialmente conduzidos em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, sendo em sua maioria estudos experimentais e meta-análises sobre atividade física. SÍNTESE DOS DADOS: Com o metabolismo aeróbico, os músculos esqueléticos consomem maior quantidade de glicose para gerar energia, o que diminui a gliconeogênese hepática, levando a uma diminuição na glicemia e aumentando o risco de hipoglicemia. A reposição de carboidratos antes, durante e após o exercício em quantidade adequada e a redução da dose de insulina de ação rápida (pré-refeição) são os principais aliados da criança e adolescente com diabetes tipo 1 para evitar a ocorrência da hipoglicemia severa. CONCLUSÕES: Para a reposição de carboidratos e a redução da dose de insulina, deve-se considerar o tipo, a duração e a intensidade da atividade física, bem como o horário de sua realização. A participação em diversos esportes, coletivos e individuais, e em atividades físicas de intensidades variadas é possível, sendo muito recomendado no tratamento do diabetes infantil.